sexta-feira, 1 de abril de 2011

A Peste de Portugal !!!

Portugal é um país sui generis. Uma espécie de avestruz míope e tonta que prefere fazer de conta e enfiar a cabeçona nas parangonas que o " ditador " cor de rosa lhe vai destilando a contos de vigário! 


Mas que otário este povo invertebrado que se arma em chico-esperto e ainda acredita em quem lhes diz que poderá viver à custa dos outros, consumir mais do que o produz e endividar-se sob a cobertura de um estado falido.

Portugal tornou-se uma lixeira a céu aberto, um reino sem rei nem roque que anda reboque de uma Europa acéfala e senil. 

O pior é que a mais negra peste se serviu do beneplácito cor de rosa para se encardir nas consciências e nos corações dos parasitas que sempre se acobardaram e se venderam para que a " tuta-e-meia " xuxalista nunca lhes faltasse à mesa.

Hoje, os mentores do socialismo não passam de cadávares ambulantes! A putrefação é tanta que até os mais suinos de entre eles já sentem nojo do cheiro que vão retendo na alma.

Como na idade média, a peste combate-se com o fogo, só que os lusos andam tão desnorteados e confusos que preferem morrer com ela a atear o fogo aos boys pestilentos que, durante anos a fio, lhes juraram pela honra das mães e do mais sagrado, que a vida deles seria um mar de rosas, se neles votassem.

Bom, dia 5 de Junho ou ganham coragem e mandam os pestíferos para o quinto dos infernos ou seguem viagem com eles.


LMP - Luxemburgo, 01-04-2011

terça-feira, 22 de março de 2011

A salvação de Portugal ! - Castigo para os políticos criminosos !


Sei que não é fácil, para Portugal, vencer esta crise e, sobretudo, a cultura chico-espertista, tacanha, subserviente e miserabilista de quem nunca soube crescer com o império e, depois de o perder, perceber que, afinal, o povo, que se julgava nobre e estava arruinado, nunca passou de um pobre coitado.


Com a restauração da democracia, pensou-se que todos os nossos problemas estavam resolvidos, mas a Liberdade não enche barriga, se os braços não forem utilizados para trabalhar e servir honestamente. Infelizmente, para mal do seu povo escravo e indolente, os políticos paridos e amamentados pela democracia dos cravas, sempre utilizaram os dois dedos de testa para engendrar e urdir as suas teias criminosas, branqueadas a cada sufrágio universal. 
Às aranhas venenosas bastava ficar bem quietinhas à espera que, de cinco em cinco anos, o povinho estonteado pela lengalenga salóia viesse enredar-se na teia e pôr-se a jeito de ser vampirizado até ao tutano.

Está provado e é óbvio que os abutres e os lobos, que se tornaram os partidos, mesmo sabendo que as vítimas estão descarnadas, não lhes querem largar as ossadas.

Hoje, penso que só a mudança da Lei Fundamental da Nação - a Constituição - e a aberrogação dos privilégios e do monopólio da partidarite poderá erguer de novo o orgulho de Portugal.
Depois dos crimes que eles todos, de maneiras e a níveis e em épocas diferentes perpretaram, o castigo que eu advogo é a travessia do deserto do poder até Portugal estar livre de perigo.

Assim, depois das eleições, e segundo o seu peso político, os partidos nomeariam os seus representantes para um governo de salvação nacional, excluindo líderes ou personagens a eles ligadas que tivessem pertencido a governos ou sido nomeados para cargos públicos.

Esses sábios teriam a Liberdade total para constituir o governo e distribuir entre si as diversas tarefas, aceitando um salário fixo e sem qualquer outra regalia.
Entretanto, os líderes políticos reformariam a Constituição e saneariam, depois dos sábios fazerem o diagnóstico - ajudados pelo FMI e o Fundo de Coesao Europeu - todos os institutos e cargos, sem direito a indemnização, eliminando assim os encargos ocupados pelos parasitas e sanguessugas do Estado.

Entre outras medidas, a Constituição deveria ter leis inamovíveis durante um determinado periodo para evitar a partidarização da justiça e a boçalidade dos ditadores, como, por exemplo, a fixação das reformas, dos tetos salariais e a simplificação de leis fundamentais na área da justiça para que nenhum crime passasse impune.

Todos sabemos que se Portugal chegou a este ponto calamitoso é porque os crimes dos políticos foram branqueados pela impunidade que " juizes " corruptos e cobardes lhes dispensaram ao longo destes anos.
Por isso, uns e outros devem pagar pelos seus crimes e sofrer o castigo possível e exequível.

Sei que é difícil, mas esta sugestão não é nenhuma utpoia: é a última chance de Portugal não morrer como nação e o seu povo cometer suicídio, depois de acertar as contas aos justos e aos pecadores.

À nova geração de políticos estou pedindo a praxe da AUTOFLAGELAÇÃO e da RENUNCIA para serem dignos da salvação de Portugal.
Então sim, poderão orglhar-se de serem os heróis da Pátria, depois de liberta dos vírus da concupiscência destes animais políticos sem vergonha nem pudor que nos desgovernam e arrastam para o abismo.


LMP - Luxemburgo, 22 de Março de 2011

sexta-feira, 18 de março de 2011

Porque é que o Sócrates tem medo do FMI?


Afinal, porque é que o nosso PM - de seu nome Sócrates, que ainda nao bebeu a cicuta - tem tanto medo do FMI?
Às vezes, o anjinho engenhoca até se transfigura e parece o diabo diante da cruz ! 
Porque será?
Vamos lá por pontos:
Primo, o FMI vem fazer o check up às contas públicas e descobrir os abusos ou os buracos que ninguém conhece. No fundo, vem fazer a radiografia para pôr a nu as maleitas do Estado.

Como homem são, o príncipe perfeito, que nunca se engana e nunca dá o braço a torcer, julga que o doente não precisa de saber a verdade, não venha a morrer de susto antes de ele sacar mais uns milhões aos idiotas que gerem os fundos de pensões de trabalhadores de outros países, que, por ter o olho grande e entregarem as suas economias a especuladores sem escrúpulos ainda vão ficar escrupulosamente de a ver navios de bolsos a abanar, quando Portugal e outros caloteiros chamarem um figo aos dólares e aos euros e lhe fizerem uma figa.

Secundo, feito o diagnóstico, o FMI receitará o remédio que melhor se apropriará à cura do doente, eliminando tudo o que é superfluo e isso o nosso PM não quer, porque sem parasitas não há megalomania, mesmo no reino dos cegos.

No fundo, Sócrates vive de ilusões e apraz-se a delapidar os milhões que vai sacando a uns e a outros, porque sabe que, depois dele, virá um " imbecil " que deitará mãos à obra e começará a trabalhar para pagar as dívidas.

Até porque, graças à democracia e os seus capachos e capangas ajuizados, ele gozará de impunidade vitalícia, depois de a imunidade acabar!

Lindo menino, este cretino que qualquer dia vai ficar só e pôr-se a jeito de algum desgraçado lhe chegar a roupa ao pêlo.

Ou eu me engano muito ou não terá bom fim tal traste!
Depois de inventar um Adamastor para desafiar o medo, Portugal engredou um estupor que fez dele um brinquedo !

Por isso, e porque os indígenas da lusilândia não se sabem governar e, sobretudo, não têm juízo nem coragem para assumir o seu futuro, que venha o FMI acabar de vez com esta corja de corruptos e de parasitas que estão a vampirizar a honra de Portugal.


LMP - Luxemburgo, 18-03-2011

segunda-feira, 14 de março de 2011

A Geração Coragem ou o Elo mais forte !!!

Caros amigos,

faz tempo que não " desabafava " e aqui deixava as impressões digitais da minha consciência. 
Até parece que eu começava a desesperar com a passividade e a indiferênça com que o mundo em geral e os portugueses, em particular, " engolia " o rol de boas intenções dos seus políticos.

Entranto, depois no meu último " post " - mais uma vez premonitório - em que, no fundo, eu escrevia o tempo dos tiranos estava contado, estoiraram as revoluções de " jasmim " no norte de África.

Imprevisíveis e inexplicáveis, esses movimentos surgiram do nada e anteciparam mudanças radicais na Tunísia, no Egípto e noutros países. Na Líbia, o ditador é um osso mais duro de roer, mas também será calcinado, se a terra não o digerir na hora marcada pelo destino.

Entretanto, em Portugal, aquela que um dia foi apelidada de " Geração Rasca " por um jornalista socialista, Vicente não sei quê, autodenominou-se " Geração à Rasca " e lançou através da rede social Facebook um desafio à aos jovens lusos para que saissem à rua e viessem mostrar aos políticos que a hora da verdade e da mudança tinha chegado. 
Alguém desafiou e venceu o medo, por isso agora o sonho é possível, como na madrugada de 25 de Abril de 1974.

Eu, pessoalmente, já escrevi centenas de vezes que os portugueses nunca mereceram ou fizeram nada pela Liberdade e, por tal desleixo e negligência, a nossa democracia tem sido a bandalheira que, finalmente, todos reconhecem.
Até que enfim que a cegueira abriu os olhos ! 

Demorou, deu-se demasiado tempo aos ditadores, mas mais vale tarde que nunca.
É que, com esta manifestação, a juventude portuguesa, num acto de coragem e civísmo, provou que, afinal, ela é o elo mais forte e a última Esperança da Pátria que, com generosidade, altruismo e coragem, estendeu os horizontes do mundo e tornou a raça humana mais rica e mais colorida.

Estou convicto de que os gritos da manifestação da " Geração à Rasca " serão entendidos e seguidos de acções corajosas para acabar de vez com os ilusionistas e pantomineiros que fizeram de Portugal um país virtual e amorfo, hipnotizando consciências e vontades com demagogias bacocas e falácias que roçam a imbecilidade.

O povo e os seus filhos estão fartos de " ditadores da sua vontade " e de " violadores " da sua ingenuidade.
Oxalá os " governantes " pedantes e arrogantes não sejam cegos e surdos, se não querem emudecer de vez e ir pró quinto dos infernos com as consciências nauseabundas.

Oxalá o sonho comande a vida dos jovens de Portugal, para que nosso paraíso não se torne o inferno que políticos corruptos nos querem legar cobardemente.

Nós valemos muito mais que isso e também somos dígnos de escolher e de fazer pela nossa felicidade em Liberdade e numa democracia mais justa e mais exigente.


LMP - Luxemburgo, 14-03-2011

domingo, 2 de janeiro de 2011

A União dos fracos, derrotará os DITADORES e os DEMOCRATAS MAFIOSOS !

É óbvio e evidente que os Poderosos são desprovidos do mais elementar pingo de vergonha e de altruísmo e jamais servirão realmente os povos que os elegem, manipulando as leis a seu favor para que ninguém os possa responsabilizar penalmente.

É óbvio e eviente que os mafiosos do poder sabem, melhor do que ninguém - porque os autores das leis que regem as Constituições e os Tratados - que é na demagogia e na exploração da inércia e divisão ardilosa dos seus eleitores que eles assentam o seu fundo de comércio e, ávidos de dinheiro e vida fácil, jamais pensarão em defender o bem comum e, muito menos, assegurar o futuro dos contribuinte donde retiram as suas fortunas.

Hoje todos sabem que as elites se aproveitam da ingenuidade e do medo dos povos para continuarem a urdir as mais sórdidas e ignominiosas teias de interesses. Perante isto, e porque nenhum sistema corrupto se regenera por dentro, só resta aos fracos, oprimidos e explorados, usar as armas de que dispõem para minar a estabilidade dos Poderosos.

Se dar a cara e fazer as coisas legalmente é impossível, porque todos os 3 poderes -o político, o legislativo e o judical - estão corrompidos e controlados por homens sem princípios nem escrúpulos, só lhes resta a denúncia e a traição dos senhores a quem servem e prestam serviços, como capachos e capangas.

No dia em que os Poderosos perceberem que podem ser incrimidados pelos seus escravos, desaparecerá a paz de espírito que a sensação de impunidade procura e o medo começara a minar e a atribular as suas consciências, levando-os a cometer erros que os incriminarão.

A denúncia e o terrorismo psicológico farão os ratos abandonar o barco e procurar outros fundos de comércio.
Assim, a República, só será servida por homens bons e justos dispostos a subscrever a Magna Carta da Democracia, que faz de todos os homens e mulheres iguais em Direitos e Deveres!

Só a instauração da Cultura do Respeito e da Responsabilidade, com uma Justiça eficaz e igual para todos, poderá salvar os povos da falência certa e evitará revoltas fratricidas por todo o mundo.


LMP - Luxemburgo, 02-01-2011

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Restaurar os valores da pátria e resgatar Portugal !!!


Portugal parece uma virgem ingénua no país dos indolêntes e dos invertebrados, esses seres que se aprazem em rastejar, a vegetar e a viver no lamaçal, como se nada mais os fizesse aspirar a mais altos desígnios.
O português é um povo resignado com o seu triste fado, convencido de que não merece e não vale mais do que isso. O país conquistador e arauto do humanismo e do altruismo, que deu ao mundo novos mundos, deitou a toalha ao chão e abandanou a luta pela dignidade sem combater, atemorizado e tolhido pelo desafio que vê à sua frente.

Masoquista, Portugal criou o seu próprio Adamastor para justificar a sua cobardia!

Resgatar Portugal do fatalismo, do comodismo de uns e do miserabilismo de outros, não será tarefa fácil, mas não haverá glória maior para um herói ou um filho que de preza, do que salvar um pai ou uma mãe da morte ou do assassinato infâme: é que o país está cheio de brutus, corruptus e larapius aos montes e por todos os cantos onde cheira a alvíssaras e a vida fácil.

São os prostitutos e os almeidas do regime no seu esplendoroso regabofe !
É a vilanagem farta e arrogante!

Hoje, mais do que nunca, porque falido e sem anéis ou barras de ouro para dar como fiança ou vender, Portugal precisa de obreiros incorruptíveis e de justiceiros infalíveis, precisa de Homens com sentido de Estado e espírito abnegado para ousar marchar contra os " poderes podres, os parasitas de colarinho branco e os boçais " que desafiam a lei e os tribunais e " peidam e arrotam " petulância e arrogância por onde passam.

Chegou a hora de Portugal instaurar a cultura da responsabilidade e da disciplina; chegou a hora de restaurar os valores da pátria, da Família e da solidariedade exigente e responsável; chegou a hora de acusar e julgar os " bandidos " que ao longo de décadas abusaram da ingenuidade democrática para saquear despudoradamente o erário público e hipotecar cínica e irremediavelmente o futuro das gerações vindouras, que um dia terão a desdita e o infortúnio de tentar salvar a honra de quem nunca mereceu ter nascido.

Talvez seja tarde de mais, mas enquanto há vida há Esperança e enquanto houver um homem justo e bom na lusitânia, tenho que acreditar que será possível resgatar Portugal !!!


LMP - Luxemburgo,23 de Dezembro de 2010

domingo, 5 de dezembro de 2010

Afinal quem assassinou Sá Carneiro?!


Estávamos em Novembro de 1973!


Em Portugal, " Simplesmente Maria ", o folhetim radiofónico que apaixonava toda a gente, até porque já começava a ser deprimente levar todas as semanas com as enfadonhas " Conservas em Família " do Chefe do Conselho, o mui ilustre Marcelo Caetano, ia ocupando as noites de um povo resignado e fatalista: afinal a guerra no ultramar já não era para ganhar - porque senão deixariam o Spínola usar o napalme e acabar com a raça dos turras de uma vez - e a liberalização do regime ficaria para mais tarde, até porque da ala liberal,eleita em 1969 para a Assembleia Nacional Popular, só restavam meia dúzia iluminados suicidários que o rolo compressor da ditatura reduzira à figura de gatos pingados. 

Foi nesse contexto que ouvi falar de 2 políticos: um, Casal-Ribeiro - lambebotas do regime - e outro Sá Carneiro, um intrépido advogado do Porto, homem de baixa estatura, mas com alma de gigante, um daqueles predestinados que um país vê nascer de cem em cem anos.A empatia com Sá Carneiro foi como um " coup de foudre " .

Nesse fim de 1973, então seminarista no Instituto Salesiano de Manique do Estoril, a minha libertação interior já estava em marcha! Em finais de Dezembro, eu, tímido e sonhador, que me deixara escravizar pela sagrada tirania à flor da pele para melhor libertar a minha alma, decidi fazer a minha revolução, sem saber porquê, mas sem hesitar.Nos meus monólogos com as musas dos meus poemas e os duendes das minhas viagens quiméricas, a Liberdade era a mais sublime das rosas do meu jardim secreto, esse mundo sem portas nem janelas, mas do qual eu guardava religiosamente a chave!

Sagitário com ascendente Cancer, eu era um idealista que sabia que, no mundo ou na pessoa, não se pode mudar quem tem vontade e se apraz em continuar preso e subserviente de dogmas, incapaz de mudar a cor sépia ou cinzenta dos seus sonhos.Para mim, Sá Carneiro era Jesus Cristo, Nuno Álvares Pereira ou Che Guevara incarnado que surgia num arco-íris de Esperança para Portugal.

Passados meses, quando nas primeiras horas da revolução, vi Sá Carneiro saltar para as luzes da ribalta, sorri apenas!Sorri como o menino que vê realizar, assim inopinadente, o sonho que alimentou em segredo, contra tudo e contra todos, contra os maldizentes, os invejosos e os incrédulos.

Em Agosto, voltando ao meu trás-os-montes natal, a primeira coisa que fiz foi ir inscrever-me orgulhosamente no PPD, na sede do Calvário em Vila Real. 
Depois, com Orlandino Varejão, que nunca mais vi, e alguns Murcenses, demos início à divulgaçao dos ideais sociais-democratas com sessões de esclarecimento e comícios, até porque, para defender Portugal do comunismo, todos eram poucos.
Em 1975, estava em Vila Real, quando Sá Carneiro, regressando de Londres para reassumir o partido, fez desabar o palanque mal o pisou, ficando sereno e impávido como se nada acontecesse, perante um côro de palmas e uns " bruahs " de " ah grande Homem " !



Pronto!


O que tinha Sá Carneiro de especial para " cativar e seduzir " tanta gente, mesmo quando o Prec - Período Revolucionário Em Curso - mais parecia Portugal Reduzido (à) Escumalha Comunista ? 

Francisco Sá Carneiro era um Homem que alimentava a sua Coragem na força das suas Convicções e se sabia predestinado a servir Portugal. Era um anti-conformista, um Reformista, intrépido, intransigente e impaciente de ver a social-democracia devolver a Portugal a sua aura Universal.

Sá Carneiro preferia um conflito esclarecedor a uma concessão podre! Foi assim em todas as vertentes da sua vida, como político, que nunca subalterniza a sua consciência ao charme e ao fascínio do poder corruptor dos fracos e dos homens sem alma que nunca conhecerão, por mais vidas que tenham, a aura dos justos e daqueles nem de uma geração precisam para conhecer a imortalidade.Sá Carneiro assumia do mesmo modo e com a mesma frontalidade e coerência as suas opções , as suas decisões e as suas paixões, indo contra o " política ou moralmente " correcto, como se viu quando desafiou a influente e ominipotente igreja católica e amou, aos olhos de toda a gente, a mulher proibida ! 

Francisco Sá Carneiro era um Homem, tão só e apenas, mas como ele Portugal não teve muitos depois do 25 de Abril de 1974, porque não teria descido tão baixo e batido no fundo.



Afinal que matou Sá Carneiro? 


Há 30 anos, muita gente !
Os seus inimígos políticos, com o pensamento, milhares de vezes! Os " boçais " da revolução que sabiam que, com Sá Carneiro, jamais implantariam em Portugal a " ditadura do proletariado " e, dizem, os " generais " que viviam da guerra e temiam ser denunciados e ficar sem os fundos secretos, se Adelino Amaro da Costa os entregasse à justiça!

Matou Sá Carneiro a mente sicária do " camarada capanga " que encomendou a sua morte e pagou à mão assassina do capacho cobarde que fez explodir o Cessna !

Durante anos, continuou a matar Sá Carneiro, a justiça portuguesa e todas as comissões de inquérito de parlamentares cobardes que não tiveram a coragem de ir até ao fim da verdade!

Depois, mataram Sá Carneiro, todos os oportunistas póstumos que delapidaram a sua herança política, os judas que vilipendiaram a sua démarche e enfiaram na gaveta a social-democracia reformista e de, concessão em traição, tudo fizeram para que o xuxalismo de uns e de outros, tal abutre esfomeado, fizesse de Portugal uma presa fácil que homens cínicos e corruptos vão esquartejando em vida.

Matou Sá Carneiro quem transformou o Homem verdadeiro e vertical em mito para melhor dele se livrar e não ter que quotidianamente ver a sua mesquinhez e a sua futilidade refletidas o espelho invisível, mas incriminador, de alma tão generosa!

Hoje, mata Sá Carneiro, quem não o deixa em paz, porque o grito da sua morte continuará a eclodir no silêncio cúmplice de quem não soube fazer justiça e de todosos capachos e os capangas, os camaradas e os companheiros, os cobardes e os corruptos que se aproveitaram do seu fim prematuro para destruir o futuro do país.

Até quando ficará Portugal órfão de Sá Carneiro?


Fez-me bem recordar-te !
Repousa em paz, meu amigo!


LMP - Luxemburgo, 05-12-2010

Nb: Como foi triste ser confrontado com a sua morte súbita!
Entrava no Café de la Place, naquele fatídica noite de 4 de Dezembro de 1980, quando vi a TF1 - a TV francesa - anunciar a morte do Homem que, no mesmo canal, meses antes, assegurava os franceses do apoio incondicional do Presidente Giscard d'Estaing ao pedido de adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia.Parece que ainda o estou a ver a responder ao jornalista num francês perfeito deixando-o sem jeito nem argumentos quando lhe disse, se a memória não me atraiçoa, isto: " Je viens d'obtenir du Président Valéry Giscard d'Estaing l'appui inconditionel de la France à demande d'adésion du Portugal à la CEE !"