domingo, 25 de outubro de 2009

Carta Aberta (*) aos Homens Honrados de Portugal

Há oito anos (*), escrevi uma Carta Aberta a político cujo destino parecia reservar-lhe a cátedra de Primeiro Ministro. Infelizmente, ele, julgando-se talvez incapaz de mudar o seu partido, tomou uma medida radical, fundando um novo, e até hoje é à sua traverssia do deserto que eu assisto, porque sei que Homens como esse ex-líder político, fazem falta a Portugal.

Em vez de andarem a brincar aos " partidos " ou a alimentar facções, esses Homens Bons e Justos, deveriam " unir-se " e agregrar à volta deles muitos dos " injustiçados " da pseudo-democracia que está a " minar " e arrastar a pátria lusitana para o abismo.

Pelos vossos filhos e pela pátria, levantai-vos, Homens Honrados de Portugal, e mostrai ao país e ao Mundo o que é ser um Digno Herdeiro da Gesta lusitana.

Carta aberta ao Futuro
Primeiro-Ministro de Portugal


Ex.mo Senhor,

Hoje, decidi levantar-me pela aurora — porque as asneiras dos senhores que governam Portugal são tantas que até insónias já me provocam — e escrever-lhe esta carta, que talvez ninguém ouse publicar, como já aconteceu com dezenas de artigos meus — opiniões e verdades, obviamente tidas e ditas antes do tempo, e por isso muito mal-amadas. É que nós, os irreverentes, os idealistas, os privilegiados que viram nascer e lutaram para Abril fosse todos os dias da nossa vida, não suscitamos ou pautamos a nossa revolta pelo compasso alheio, nem pelo relógio dos políticos, que nada fazem a tempo, que nunca seguem a voz do coração — se é que o têm — porque, esses, deixam-se arrastar nas ondas da opinião, quando não ficam à espera que, numa sondagem, mais ou menos fictícia, surja a aragem proprícia, anunciadora de grandes feitos. Quem quer andar sempre na crista da onda, nunca saberá navegar e jamais será marinheiro de alto mar...

Bem se vê que esses coitados, tantas vezes deslumbrados por um canudo ou um dr comprado num desses supermercados da mal-educação, quando não é da droga, ou da alienação, se preferir — que se tornaram os nossos estabelecimentos de ensino — nem para cataventos ou palhaços de circo servem, porque, assim, tão abandalhada, a arena e a ribalta que ocupam já não atrai nem faz rir ninguém. É chegada a hora da limpeza-geral! Caiu o pano para os travestis! Portugal precisa de mulheres e de homens assumidos e destemidos que não se envergonhem do que são e tenham a coragem de o ser em toda e qualquer ocasião e jamais se esqueçam que coerência rima com consciência e decência.

Sinceramente, espero que o senhor não só não lhes siga as pegadas, mas, sobretudo, tenha a coragem de operar, na política portuguesa, a viragem de cento e oitenta graus que os democratas e cidadãos activos há muito vêm exigindo. O compadrio, a corrupção e a pouca vergonha sufocam-nos, senhor Futuro Primeiro-ministro!

Está na cara que o senhor o fará e conseguirá, porque quem teve a audácia de pegar num partido, de enfrantar barões assinalados, partindo — desculpe-me a redundância — a loiça toda e, depois de recolar os cacos, não se deixou corremper pelo poder, também tirará do poleiro os garnisés que, por aí de galo cantando, Portugal estão depenando. Tenha fé, porque a fortuna sorri sempre aos audazes — e o senhor é um deles — , porque é, seguramente, muito audaz, quem teve a humildade de atravessar corajosamente o deserto do opróbio e do escárnio políticos, e soube tirar da derrota a força e a semente da vitória que antevejo e desejo. É que, se o senhor até nem necessita mesmo nada da política para viver, Portugal precisa muito de si, e de homens como o senhor, para sobreviver. Os que, actualmente, se estão a armar em governantes, não passam de uns chicos-espertos, coveiros, ou de uns falsários que já não sabem o que enterrar e falsificar: se a cédula ou a certidão de óbito que a Portugal querem passar!

Se o digo e o escrevo com tanta convicção, é porque, não sendo do seu partido, nem me revendo em nenhum dos actuais, vejo na sua « démarche » política e na sua frontalidade « a ousadia e a verticalidade » de Francisco Sá Carneiro, que depois de fundar e ajudar a lançar as bases um partido « reaccionário », em tempos adversos, contra a corrente e a “ pensée unique”, — que os falsos democratas e pseudo-revolucionários, verdadeiros oportunistas daqueles tempos, da estirpe proletária se reclamando, ao nobre povo queria impingir — não só teve a humildade de aceitar a derrota, mas sobretudo arranjou forças e teve a coragem de tudo recomeçar para o conduzir à vitória que todos conhecemos.

Estou convicto que, no fundo do seu coração, Sá Carneiro sabia que um dia a Pátria lhe pediria e lhe exigiria um (con)tributo muito maior : a própria vida. E, altruista, ele ofereceu-no-la, generosamente. Por isso, Francisco Sá Carneiro, para mim, mais que o Messias de quem ouvi falar em 1973, será sempre o Herói e Mártir, que chorei em 1980! Como Cristo, ele doou a sua vida por todos os portugueses, mesmo por aqueles que nunca mereceram a democracia. Esses, oportunistas ou irresponsáveis abstencionistas, deviam viver no Afeganistão ou sofrer num Gulag qualquer até aprenderem que quando a Responsabilidade e a Liberdade não se assume(m) e exerce(m), a Democracia perece.

Oxalá o senhor cumpra o seu desígnio e realize o seu sonho, — se for para bem de Portugal — , mas que Deus ( ou a Nação ) não lhe exija tanto, para que, daqui a vinte anos, nenhum bravo, que porventura agora está nascendo, sintindo o odor nauseabundo da Pátria moribunda, se encha de coragem para vir enterrar os mui sinistros e sui generis “pink boys ” que, hoje, impunemente, vão hipotecando o futuro do nosso país.

Coragem, senhor Futuro Primeiro-Ministro de Portugal


(*)Escrita a 08-08-2001 às 05:37:30
LMP — Luxemburgo, 25-10-2009

sábado, 24 de outubro de 2009

A República dos pingaRÉUS !

Ao receberem a Liberdade de mão beijada, os portugueses, povo heróico e intrépido, que, quinhentos anos antes, ao Mundo dera outros mundos, passaram a serpentear pelo lamaçais da euro-dependência, rastejando como serpentes, vivendo das esmolas e subsídios, escutando apenas os cantos das sereias e as promessas dos vendedores de comodismo e de facilitismo.

Não admira, pois, que na hora de serem homens e mulheres com espinha dorsal, os lusos prefiram enfiar a cabeça na areia como a avestruz, à espera que o cheiro nausebundo das desgraças que eles " apadrinharam " passe.

Como há muito que Portugal deixou de ter e de ser um desígnio nacional, e qualquer " monhé " pode armar-se em Viriato e salvador da pátria, nesta República dos pingaRÉUS.

Réus e culpados, mas jamais condenados.
Até quando?

LMP - Luxemburgo, 24-10-2009


nb: por curiosidade escrevi " pingaréu " no " motor de busca BING " e imaginen que fui ter a uma página do meu romance Caminhos de Ilusão, publicado num dos meus blogues. Presumo que " PINGARÉU " ou Pingaré - em terminologia popular, de " PINGARELHO " - sinónimo de pelintra seja mesmo uma galicismo transmontano. " Armar-se ao " pingarelho " quer dizer " lamuriar-se " para obter um favor alheio ";
" PINGUELETE " - outro sinónimo, sginifica pauzinho de armar as esparrelas de apanhar pássaros, é isso mesmo que são os nossos políticos e, porque culpados até às orelhas, para mim são uma espécie de " réus " e figurões que não passam de gatos pingados. Mas o melhor é conferirem isso tudo na página 1102 do Dicionário da Língua Portuguesa - 5ª edição da Porto Editora.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Quando o PPD não tinha medo de ser " reaccionário " !

Estávamos em pleno Outono de 1973:
" Simplesmente Maria " era o folhetim radiofónico que apaixonava Portugal; no ultramar a luta contra os " turras " não abrandava, mas Spínola defendia entrega da Guiné, que não dava coisa que prestasse; as Conversas em Família, do professor Marcelo Caetano, batiam picos de audiência, até porque o povo não tinha outra escolha e tinha o Senhor Presidente do Conselho em muito boa conta; eu, que vivia nos Salesianos de Manique do Estoríl, começava a sentir o peso de um dilema que me exigiria muita audácia coragem: libertar-me da " Celestial Tirania ", como mais tarde escrevi, sem magoar ninguém, isto é os meus pedagogos e a minha família.

Foi nesse contexto de emancipação e libertação exterior, que pela primeira vez ouvi falar de um certo Sá Carneiro, deputado da ala liberal que preferia afrontar o regime salazarista por dentro, desafiando a DGSE - ex-Pide - , a polícia secreta portuguesa.

Em dezembro de 1973, obedecendo à minha consciência, abandonei o seminário, libertando do jugo sagrado e assumindo as consequências de tal decisão. Agora, que me conheço, sei que os sagitários detestam " facilidades " e adoram os " desafios ". Até parece que luz colhida no inferno tem mais encanto!

Por isso, quando nos dias que se seguiram 25 de Abril de 1974, vi Sá Carneiro ser convidado pelo MFA - Movimento das Forças Armadas - para assumir funções no Primeiro Governo da Era da Liberdade, senti um orgulho e um alívio, porque com ele os " oportunistas esquerdistas " não fariam farinha.

Em Agosto de 1974, regressando a trás-os-montes como o diploma do Curso Complemntar dos Liceus e a consequente Aptidão para minha inscrição na Faculdade de Direito de Coimbra, a minha adesão ao PPD - Partido Popular Democrático - impôs-se como um Dever Cívico e uma questão de Honra: eu, que tinha assistido ao primeiro 1º de Maio em Lisboa e conhecia as lutas intestinas no seio do MFA, sabia que para reconstruir um Portugal livre os Homens eram poucos!

O Verão de 1974 passei-o a instalar, com os " Homens Bons " de Murça, o PPD no concelho, percorrendo e palmilhando as estradas e os carreiros do nosso município e organizando sessões de esclarecimento junto das populações.
O nosso " ideal " era o carburante que gerava na nossa alma o desprendimento que fazia brilhar nos nossos olhos aquele entusiasmo contagioso que arrastava as multidões por onde passávamos.

Os anos de 1974 e de 1975 foram realmente árduos, mas nas nossas hostes ninguém poupava esforço, engenho e arte, para chegarmos à vitória. Apesar do desejo de protagonismo, nós sabíamos que a União fazia a Força e as " divergências " rapidamente eram sanadas, porque Portugal estava sempre em Primeiro no nosso espírito.
Nos primórdios da " democracia " o PPD não tinha medo de ser " reaccionário "!

Hoje, mais que a saudade desses anos " loucos " e o orgulho do dever cumprido, é nojo e vergonha dos caciques imbecís que se aproveitam do partido para se " armarem " aos cágados e fazerem figuras de otários no Reality Show que se tornou a política portuguesa.

Oxalá, amanhã, o nosso mártir consiga calar e pôr no sítio a " ambição e a cegueira " desses " pseudo-pêéssedês ", para bem de Portugal, que tanto precisa de quem o livre da ditatura cor-de-rosa que tão negro futuro lhe assegura.


LMP - Luxemburgo, 21-10-2009
Links:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_S%C3%A1_Carneiro
http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Social_Democrata_(Portugal)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_dos_Cravos

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Segundo uma sondagem, portugueses dão nota negativa a Cavaco Silva! Porquê? - pergunto eu.

Portugueses dão nota negativa a Cavaco Silva!
Porquê? - pergunto eu.

Mais, conhecendo nós as " habilidades " do poder manipulador, que credibilidade terá tal sondagem? Quem a encomendou? A quem interesse tal " prenda " , conhecendo nós o Estado lastimável da Nação?!
Portugal é um país minado por " bandidos " de colarinho branco que se servem da legitimidade democrática e da imunidade política para agirem impunemente.

Ora bem,todo o mundo sabe que são as afinidades e as cumplicidades que fazem as " amizades " e as companhias.

Sei e reconheço que o Senhor Presidente da República, por excesso de brio, honestidade e de imparcialidade, não se apercebeu na casca podre que os " bananas " do partido da rosa , sórdida e sorrateiramente lhe puseram no caminho.

Concordo que, se o seu grito de revolta me fez descobrir um Presidente mais humano - no erro também - não " abonou " a seu favor nem foi, pelos vistos, compreendido pelos portugueses, que " aprovaram " por larga maioria o " modus vivendi, operandi et dividendi " do " pink entretainer " que se armou em regedor da lusitânia.

Porquê?

Porque, definitivamente, o Senhor Presidente não é como eles e ainda " perturba e atrapalha " os chicos-espertos e as corjas que vivem dos golpes que dão no baú da
pátria, através de adjudicações de obras públicas onde sempre há euros aos maços, deixados debaixo da gaveta ou metidos sorrateiramente nos bolsos, para pagar as moradias de luxo, os bólides do fim de semana ou as meninas de programa.(1)

O Senhor Presidente da República não é cego, nem idiota ou invertebrado como eles, que elegeram um homem de quem até os ingleses dizem que é " corrupto " e só ainda não está no chelindró porque outras forças obscuras o protegem em sustentam. ( Ou pensam que o presidente do Eurojust - armado em Dark Vador - tentaria intimidar os juízes do processo freeport, se o " grande chefão " fosse realmente um justo e estivesse inocente? ) - Quem não deve não teme !

Se os portugueses não tivessem a memória curta, se fossem homens e mulheres responsáveis, ou não precisassem do RMG e das pensões miseráveis para se arrastarem à face da terra, há muito que teriam posto a cavar um PM sobranceiro e arrogante, que, prometendo e não cumprindo, enganou deliberadamente, não era digno de se recandidatar a coisa nenhuma. Se tivesse um pingo de vergonha, ter-se-ia demitido para provar a sua inocência no caso de corrupção em que se viu envolvido.

E como esta comunicação social é uma fábrica de reciclagem de promiscuidade, onde tudo é fácil, fútil, inútil e obecede ao princípio dos " fretes e dos favores " dos senhores a quem branqueiam a alma e lustram as mangas, quando não puxam as tangas dos mecenas e dos seus oráculos prediletos, está tudo dito !

Totus corruptus !
Totus larapius !

Esta é uma sondagem que vende, rende, mas ofende a inteligência de quem não se vê nestes cortejos fúnebres nem, muito menos, aceita que anões morais e meios-homens se aproveitem da ingenuidade e da ignorância de mentigos esfomeados para se manter impunemente no Poder!

Realmente, cada vez me convenço mais que Portugal está entregue à bicharada!
Cuidado, proxenetas políticos, a peste latente e subjacente, que espalhais pela terra lusitana, contém o vírus de uma epidemia endémica que vos levará pró inferno. Só espero que esse dia não demore muito a chegar. Ontem já era tarde.


LMP - Luxemburgo, 19-10-2009

NB : comentário sobre
http://www.correiodamanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000090-0000-0000-0000-000000000090&contentid=E93EBA1C-C0F9-4165-B580-06C01B42E6C9
(1)http://diario.iol.pt/sociedade/corrupcao-governo-medidas-estudo-confianca-tvi24/1070070-4071.html

Forum Virtual: Recordando o golpe constitucional de Sampaio.

Durante anos, fui uma espécie de profeta da desgraça que clamava nos ermos da lusilândia, via o ciberespaço, mas tenho a certeza que por tão inóspitas paragens ninguém me escutava e muito menos descodificava.
Tenho vezes em que a minha linguagem é hermética, outras sintética,quando não chega a ser patética.
Hoje transcrevo para aqui um artigo de opinião, contra o golpe constitucional em que o então Presidente Sampaio dissolveu a Assembleia da República para derrubar um governo de maioria e assim entregar o Estado aos seus correlegionários.


CONVITE A UM SUICÍDIO COLECTIVO !

Por LMP - Luxemburgo ( 01-12-2004 06:11 )

Referente ao artigo:
Sampaio considera que Governo não tinha condições



Vá lá alguém compreender a irracionalidade presidencial!

Há meses atrás, quando os boys latiam e exigiam eleições, decidiu conceber um governo, apesar da descrença que tinha nele, no oportunismo de o fazer naquela hora, mas decidiu dar-lhe vida, interrompendo-a agora, brutalmente! O árbitro sempre andou em campo com manifesta e assumida dualidade de critérios: aos camaradas da sua cor nem amarelos, apesar das chincalhadas e das resteiradas, ao adversário foi cartão vermelho directo, sem aviso! À primeira oportunidade, no dobrar da esquina: uma facada mortal, em pleno coração!

Está visto e provado, que o presidente defende e pratica o aborto aos olhos de toda a gente e usa a bomba atómica impunemente? A história encarregar-se-à de o julgar e o colocar no lugar que mereceu.

É preciso não esquecer de que foi este mesmo presidente que deixou outros filhos da nação portuguesa esbanjar a herança e quase arruinar a família. Este pai presidente é a imagem do pai que acaricia o filho pródigo, que esbanjou tudo, para desespero dos outros que tudo fizeram para poupar e salvar a família da miséria e da desgraça! Mas que pai mais injusto!

Porém, como estamos em democracia e a democracia não se cumpriu, a mesma legalidade que deu vida a este governo foi violada, penso que se pode dizer que ao aplicar este golpe na democracia, o presidente conseguiu a proeza de fazer um golpe de Estado sozinho. Mas que presidente omnipotente, que general! Nem precisou de expôr as suas tropas e os seus capangas! Sim senhor, o homem merece ser promovido a Marechal!

Só que eu – e milhões de portugueses - não me esqueço que este mesmo presidente foi conivente com a roubalheira socialista e permitiu que o camarada Guterres se mantive-se no poleiro à custa da promiscuidade limiana.

Hoje, à luz da Casa Pia, percebemos porquê: os boys tinham-se treinado em segredo. Aceitando esta manobra limiana, o presidente não só foi cúmplice como apadrinho esta promiscuidade leiteira. Quem não se lembra da viagem de reconhecimento que se apressou a fazer ao Minho para dar o milho e os améns ao corajoso deputado indígena?

Agora, como bom timoneiro, como orquestrador deste golpe, desta romaria triunfal – que juga ser a campanha eleitoral - o presidente convida os portugueses a entregar o ouro aos bandidos, mas como os bandidos são irmãos e amigos dele, os ditos cujos viram salvadores da pátria, a mesma que saquearam e enxovalharam.

Cúmplice, conivente e consentâneo, o presidente diz-lhes que estejam descansados, porque fica tudo em família, pois os portugueses que votarem neles se devem julgar da mesma mesma raça e da mesma laia! Ele sabe muito bem que há portugueses que comeram muito queijo, ele conhece portugueses que sofrem de amnésia, sem contar os milhões de invertebrados e prostitutos que se vendem por tuta-e-meia ou por uma promessa de subsídio para alimentar a dose de cocaína, sem falar lo livre transito das SCUTS para tudo quanto foi moinagem e ladroagem.

Então roubem-se uns aos outros, atraiçoem-se uns aos outros e porque não, e o mar é grande, não derretem tudo e de uma vez por todas?
Resta me a esperança de que os portugueses sejam inteligentes e não escutem o canto desta sereia que os convida a nadar até alto mar sem bóia de salvação! Sabem para quê ou é preciso desenhar a última cena?

Atenção portugueses, está em marcha uma seita macónica que vos vai envenenar e obrigar a cometer suicídio colectivo para melhor violar a vossa ingenuidade e devorar a vossa alma!

Depois, quando tudo estiver perdido, o chefão – boy mandado promovido a general, até já sabe qual o tipo de veneno que vai tomar: a sicuta! Elementar, meu caro - porque a Portugal não vais sair nada barato - Sócrates, o filósifo das novas fronteiras e das novas maneiras de propagar a demagogia e a infâmia xuxalista! O papagaio imita muito bem o mestre!

Será que Deus vai escrever direito por linhas tortas? E estará adormecido ou fechará os olhos para não ver os tempos de infâmia e desolação que começam aproximam?
Será que os egrégios avós da pátria lusitana irão permitir tal sacanagem?
Será que uma nação assim terá o direito de viver depois de tudo isto?

No mundo podre em que vivemos e com tanta podridão por todo o lado, poio a mais ou a menos já pouco importa, pelos vistos, a menos que em Portugal ainda haja Viriatos, Afonsos, Nunos e Sebastiãos e homens que por nada deste mundo se venderão ou acobardarão !

Será Portugal digno deste povo e de políticos destes?

Bem te avisei, Santana! Bem te avisei que tinhas que ter pulso mais forte que os brutus da tua família e estar de atalaia! Bem te avisei que o árbitro já sabia o resultado final, mas confundiste responsabilidade com amzide e da falsidade dos teus amigos partiu o convite a este golpe presidencial.

Só te resta aprender a lição, desfazer as falsas alianças e partir para a batalha com a mesma certeza, a mesma convicção e a mesma coragem que tiveste há 30 anos quando afrontaste a escumalha comunista! Pede perdão e serás perdoado, ou então entrega o comando ao outro que contigo tenha luta em Abril de 1974, porque o ajuste contas chega em Fevereiro!


LMP - Luxemburgo, 19-10-2009

NB: Link da época
http://www.mp.gov.pt/mp/pt/GabImprensa/NoticiasLusa/GC16/20041209_Dissolucao.htm

http://dossiers.publico.pt/noticia.aspx?idCanal=1367&id=1210571

Orçamento de Estado para 2010: a farsa de Ali-Socra e dos 230 Paxás !


Dentro de dias, o novo Governo de Portugal, vai ter que enfrentar o seu primeiro pugilato da " treta barata, abstrata, demagoga e cínica. Todos os renomados comentadores, opinadores ou consultores dirão que nenhum partido pode cometer o anátema ou crime sacrílego de lesar sua majestade Socrates II, o maior " bluff " ou, se preferirem e a ter fé nas sondagens, o pior PM - Primeiro Ministro - da democracia portuguesa, que escolheram como " pastor ".

Normal, todo rebanho precisa sempre de um...
Quanto aos atributos ou defeitos do PM, a História cá estará para o julgar.

Até parece que o " compadrio democrática " goza de tolerância e de permissividade máxima. E como o parlamento é o retrato desta " sacrossanta unanimidade ", os eleitos alinharão todos pelo mesmo diapasão e tocarão todos a mesma música perniciosa, guadando as diatribes inflamadas, as lágrimas de crocodilo e o canto das carpideiras para mais tarde: é que, se coragem tivessem e ao serviço da nação estivessem, só poderiam chumbar o orçamento de estado, até porque todo o munbdo sabe que é virtual, pois os cofres estão vazios, mas os novos deputados estarão seguramente mais preocupados com os tachos e os dividendos futuros e os ordenados e as regalias que a Assembleia da Repúlica lhes concede.

É que, desde que o " queijo limiano " entrou pela porta grande no areópago da lusitânia, a " promiscuidade " deixou de ser crime ou comportamento reprovável, mas sinal de " clarividência política ", como a " intimidação e a arrogância " de que os " camaradas " se armaram em legítimos herdeiros: mais de sete décadas de de " ditadura do proletariado " algo deviam legar para os órfãos do marxismo.

Por isso, podem dormir tranquilos os 230 Paxás e o Ali-Socra, porque o Orçamento de Estado para 2010 vai passar realmente, até porque o povo já se consciencializou de que não passa de uma marioneta que deu os braços ao polvo para que ele aumentasse os seus tentáculos gangrenosos.



LMP - Luxemburgo, 19-10-2009

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Premonição da Ditadura: ( 1º de Abril 1999 )

13 DE JUNHO :
O DIA EM QUE ESTE ENGANO DO 1º DE ABRIL (*) ESCOLHEU PARA SER REALIDADE?


DITADURA COR-DE-ROSA : antes, depois, mas…
E AGORA?


Quando era criança, e ouvia dizer que os rapazes iam para a guerra, sonhei, e comecei a contar a toda a gente, que, quando fosse grande, não iria combater, porque Portugal já não andaria na guerra. Nessa altura, para mim, pequenino, o que os adultos diziam é que era verdade, verdadeira e sagrada: os maus eram os turras, esses bandidos que queriam roubar as nossas colónias de Além-mar e massacrar os nossos vizinhos que tinham vendido as suas leiras cá na aldeia por uns contos de réis para irem comprar meio mundo por dois tostões lá nas Áfricas.
Mais tarde, graças à herança do meu avô materno, herói da I Guerra Mundial, lá consegui, dizendo que queria ser padre, ir estudar para o seminário de Vila Real, onde, descobri que as coisas nem sempre são como parecem ou nos dizem: Deus não era assim tão mau nem os padres assim tão bons. Mais, até descobri que, afinal, no meio da escuridão também há luz. Passados anos, sempre a ser o menino bem comportado que os padres queriam que fosse, bati-lhes com a porta na cara e, de repente, os espertalhões aperceberam-se que há muito que sofriam de miopia. Isto aconteceu num dia de Inverno de 1973, quando desisti e acabei de vez aquela partida de xadrez que travava com a sagrada tirania. Na época perguntaram-me porquê e eu, apesar de todo o bem que pensava e da gratidão que devia aos meus últimos pedagogos, os Salesianos, respondi que não sabia. O que eles não sabiam é que a minha consciência me sussurrava ao coração e me dizia que eu devia sair de lá e, obediente, saí mesmo, contra tudo e contra todos.
― Coitado! O Luís ou está maluco ou é presunçoso de mais, porque então agora, que só faltava meio ano para ser Doutor ( para ir para a Universidade ) é que se pirou do seminário? ― perguntavam uns.
― Assim nunca mais faz o 7º ano e consegue a aptidão para ir para Coimbra! ― exclamavam outros.
― Oh! E eu que pensava que ele ia ser o primeiro bispo da nossa terra, porque reitor e da família já temos! ― lastimavam-se as beatas uma a uma…”
Mas estava escrito que o meu destino não era ser doutor de maneira nenhuma. A minha mãe, essa, que sempre acreditou em mim, não tinha medo que eu reprovasse, só tinha medo que o dinheiro que o meu pai ganhava arduamente e nos mandava todos os meses, primeiro da França e depois do Luxemburgo, em cheques cor-de-rosa, não chegasse para tudo.


Ah! Ao que parece essa moda dos cheques cor-de-rosa voltou e pegou! Ainda não ouviram falar deles? O carteiro ainda não lhes meteu nenhum na caixa? E aos vossos amigos? Não sabem de ninguém que já tenha sido contemplado? Ah! Não?! Sim? Ou não? Pois, se calhar vós não sabeis inglês ou nem quereis passar por boys, ou por rosinhas, para ter um job! E nem tampouco essa distribuição chega até aqui, terras de emigração, porque nós somos muitos, mas contamos por pouco e qualquer dia seremos menos que nada. Estarei eu a sonhar? Realmente, isto de ser sonhador é uma praga! Imaginem como andará o meu sótão que um macaquinho lhe deu para saltar hoje para a rua e se pôs a dizer que a verdade anda nua e está falseada. Ah! Pois, já me esquecia que estou a ler os jornais do dia 14 de Junho, porque ontem houve eleições. Isto só pode ser mesmo uma brincadeira de muito mau gosto ou dia 1 de Abril. Se for, (e por acaso até é / era ) até não liguem a esta asneira porque eu já estou pirado da mioleira ou tenho muito mau gosto para responder a esta brincadeira.

Pois, mas, por falar em cor-de-rosa, sabem como nasceu a cor-de-rosa? A cor-de-rosa nasceu da mistura do vermelho-sangue com o branco-ateu. O vermelho também já teve as suas ditaduras e as suas purificações. Dizem que só a grande União soube, com ética, purificar mais de 85.000.000 — 85 milhões! — de almas e nas calmas. Quanto à do Ateu ( Americano ) , há muito que vestiu a pele da Democracia para fazer a vida negra a muita gente e ir alargando os desertos deste mundo para melhor roubar o petróleo, quando não é para reciclar os arsenais militares da guerra fria! Pois, o gelo era tanto que o rastilho nunca pegou!

Da Ditadura Vermelha, Portugal bem se livrou, mas parece-me que da Cor-de-rosa nem um Santo Durão, que é um diabinho convertido por um cavaco, lhe valerá. É que o maestro desta maioria sabe mais que a Lúcia, como diz o nosso povo. Pois, o nosso povo até diz tudo, mas na hora de votar não faz nada: fica em casa a dormir para não ter que meter as mãos na consciência e errar ao riscar a cruz certa no lugar errado. Até parece que os Fundos dão para comprar tudo e todos! Mas que injustiça! Enquanto que para o(a)s Rosas há dinheiro a dar com um pau e não custa nada tê-lo, para os outros é um pau vê-lo! Até parece que o de uns é fêmea e o dos outros macho!

Estará o povo errado, comprado ou drogado? É que, depois de ter sido um lobinho do contra tudo e a favor do aborto, o engenheiro, que até é bem engenhocas, teve uma visão messiânica e virou-se contra o aborto para ter ser favor de tudo o que conta…, para chegar à tal conta em que ninguém mais conta, seduzindo os amarelos celestiais para criar laranjas artificiais e assim baralhar as demais. À força de trocar uma vez, o homem troca um cento e assim se ganha a mania de trocar até as voltas aos que trocam mais depressa de coração do que de camisa e, sobretudo, aos troca-tintas que não nada trocam às claras, mas às escuras, porque a essas trocas ao negro se chamam maroscas, que se dizem irmãs das outras trocas e primas das baldrocas, que são trocas que gostam de se baldar na hora de prestar contas.

Ainda se recordam? Foi assim que o Salazar principiou. À força de lhe dizerem que ele é que sabia, o professor, que até sabia realmente umas coisas, armou-se em bom samaritano e começou a distribuir sabedoria por toda a gente ( porque o dinheiro do povo era preciso guardá-lo trancado a sete chaves para salvar o império ) e o povinho achou que era melhor não puxar pela cabeça e gastar inteligência que lhe restava, que era dura e saloia, deixando o António gastar a dele, que era bem mais douta e, além de capaz, ele até era solteiro e parecia bom rapaz. Ah! Agora temos um que é bom rapaz, mas só parece que é capaz.

“ Não te canses mais povo meu, porque quem sabe de Portugal e do mundo sou eu! Cuida lá do teu pé de meia, que qualquer dia até te tiro a meia ao pé! ” A meia? Até a consciência lhe tirou e para que o povinho não tivesse remorsos e se revoltasse, mas passasse a vida inteira a dizer Amem a tudo ou então ficasse calado ou fosse ao Futebol ou ver cantar o Fado. Mas como que tinha que arranjar uma distracção para toda a gente, vejam lá que o génio comprou a televisão para levar os velhotes a Fátima sem saírem da sua região, para não gastarem as meias do pé com tanta devoção e o pés de meia que tanta falta faziam à Nação.

E ainda há quem diga que foi o americano Bill Gates quem inventou a realidade virtual! Coitados, esses ou não são netos dos avozinhos ou têm pouca fé no génio português que, depois de sonhar com o fim mundo e lá chegar o deu à Humanidade para ele nunca mais acabar, e depois de inventar uma Passarola e a ter dado aos Franceses (o que fez Napoleão pensar que a verdadeira Lâmpada de Aladino se encontrava em Portugal e mandar por aí abaixo o Junot atrás dela ) o nosso país também teve o azar de criar um António genial, que com três ÉFES apenas, inventou um país virtual. E dizer que o solteiro chegou a ser o pai da Nação! Uma aberração, mas enfim! Ui! Como é que ele se chamava? António?! Ó carago! Qualquer hora estamos no Santo António, que calha num dia 13 de eleição!

Realmente isto de inventar um padroeiro para tudo é mesmo porreiro! Vejam lá que os Portugueses são tão inteligentes que até se lembraram de inventar um Santo para a Sorte no dia do Azar! Pois, já sei, sou eu que estou a ler os jornais do 14 de Junho! Ai agora é duro?! Anteontem, 12, o povo ficou a foliar pela noite fora e ontem, 13, esqueceu-se de que só tinha que ir votar.

É que a praga dos milhões, para tudo e a fundo perdido, habituou-os a não fazerem nada para terem o futuro garantido. Depois, quando estivermos todos enganados, não digam que ninguém vos avisou a tempo. “ Mas não! Não te aflijas povo meu, que de ti quem cuida sou eu! Então algum dia, se não viesse por bem, Deus permitiria que uma Ditadura COR-DE-ROSA chegasse ao domingo, que é dia Santo, e para mais no dia de um Santo que acode a tudo quanto é desgraça? ” Então que acuda a mais esta que não presta! Não presta? Perdão, excepto para os boys que estão a falsear a igualdade e a desfalcar Portugal! Nunca pensei que existisse uma diferença tão abismal entre o ter (um Job ) e o ser ( um Jó(b) !

“ Ei! Acorda, homem, porque isto são coincidências a mais. O outro tiveste o AZAR de o herdar, vê lá não ERRES desta vez ao votar, porque senão ressuscitas o fantasma do S… na pessoa do G…, e ficamos tramados! Ou talvez não, pelo menos enquanto a União Europeia não nos tirar a mama. Oh! E cá volto eu! Mas que ideia!? Agora deu-me para trocar a realidade por um sonho… purgatório! Bom, por hoje já nem faço mais trocadilhos para não ficar mais baralhado. Oxalá Portugal não caia na cantiga virtual e depois fique por aí a dizer que está muito mal.

Antes de terminar este pesadelo, ( credo! que o diabo seja cego e surdo para que ele nunca mais se repita, senão ainda caio em desdita, ) quero que se lembre que não há rosas verdadeiras sem espinhos e que, à força de tanto misturar as cores e as notas, o pintor, que dá música a toda a gente e é engenheiro, ainda vai acabar por borrar a pauta toda e deixar a sinfonia a meio, como eu deixei este artigo. É que o homem, quanto mais se capacita que é capaz de tudo, de nada é capaz e disso menos se capacita. E agora? Agora, esperemos pelo antes, e depois veremos se esta ficção ― ( escrita para o 1º de Abril de 1999 ) , mas que alguém não quis publicar para não brincar com coisas sérias ) ― verá o dia no 13 de Junho para já não serem lérias, mas realmente o pesadelo que eu nunca quis que fosse! (1)

Oxalá Outubro não veja a Democracia parir uma Ditadura Cor-de-Rosa ou institucionalizar a República dos(as) Bananas!

LMP — Luxemburgo, 1 de Abril de 1999.

(1) Realmente parece que sou bruxo: não é que, 2 anos e meio depois, o engenheiro largou mesmo os camaradas no barco e o país no pântano, demitindo-se, contra a vontade dos " boys " que mais o tinham idolatrado, provocando eleições legislativas antecipadas? " o engenheiro ainda vai acabar por borrar a pauta toda e deixar a sinfonia a meio " - acertei mesmo na " mouche ".

Ps: Este artigo não chegou a ser publicado no jornal, por falta de coragem do seu director, provavelmente admirador do engenheiro Guterres, que de tão santo e tão parecido com o Salazar, me inspirou uma personagem messiância " El Más Grande Comandante, Gutazar I, Rei da Lusilândia, do Algarve, dos Açores e d’Aquém Mar em Terra e d’Além Deserto Lunar ", para onde costumava viajar quando a oposição ousava contradizer a sua Sapientíssima e Omnipotentíssima verdade...