sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Regresso profundo às raízes e aos valores que dignificam a Pessoa Humana !


Portugal está do avesso e de costas viradas para o humanismo que o fez ter a alma gigante no mundo desumano. (Des)governado e enganado por travestis, que lhe prometem mundos e fundos perdidos todos os dias, o nosso país é um barco à deriva na tempestade, porque os seus " timoneiros " são realmente cada vez mais virtuais: os iates pessoais deles navegam por outros mares de bonança...

E se Portugal chegou a este ponto de não retorno, não é só por culpa dos larápios que o vêm saqueando ultimamemte: a oposição é cúmplice por negligência, inoperância e demasiada tolerância para quem vive à custa da democracia míope que se tornou a nossa.

O PSD, como maior partido da oposição é, pois, culpado por ser incapaz de se opôr aos bandidos e por sacrificar os reais interesses do país a lutas mesquinhas e intestinas promovidas por " pseudo PPDês ", muitos deles convertidos pelo deus Cavaco.
Hoje, urge regressar à génese e às raízes do PPD e clarificar realmente o conteúdo programático, estirpando-o de ideais " nefastos " e devassos, sob pena de tais vírus promíscuos se tornarem a gangrena fatal do partido que não teve medo do papão do punho cerrado, da foice e do martelo, quando tal aberração dominava o mundo.

Por isso, e para separar o trigo do joio, ou a farinha pura do farelo, mais vale que o PSD faça hara-kiri ou transmigre para o heróico Partido Popular Democrático, assumindo e defendendo claramente os valores que dignificam a pessoa humana e onde não há lugar para a cobardia, a traição e o chico-espertismo dos parasitas e sanguessugas que vivem à custa de Portugal, muito por culpa de " políticos " promíscuos e devassos, como os que temos empoleirados ou encapuzados nos lugares de decisão da máquina estatal.

Chegou a hora de agir e salvar o que ainda é possível, antes que a gangrena mate de vez o resignado povo lusitano.


LMP - Luxemburgo, 18-12-2009

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O lixo de Portugal !

Sempre que atravesso a fronteira de Portugal por terra, sinto uma enorme tristeza e o coração apertado por ver a que ponto chegou o meu país: Portugal está um lixo!
Há décadas, e porventura séculos, que a lusitânia é uma lixeira, porque depois do Império, foi fartar vilanagem!

Recentemente, descobriu-se que, afinal, o lixo também tem tentáculos ocultos e parece que ninguém sai incólume desta descoberta! Muitos dos vírus que proliferam e vivem à custa do lixo, vieram armar-se em virgens imaculadas, sobretudo depois que um procurador e um juiz supremo roeram a corda da justiça e disseram, mais uma vez, amém ao " engenhocas prodígio " , cúmplice, porque mentor não será, desta e de outras maroscas! Este " boy " sagrado é o protótipo do " ditador " efeminado que tem medo de se assumir como tal: queixinhas e birrinhas, demagogias e promessas vãs e falaciosas é o cardápio que ele vai servindo como osso descarnado ao povinho coitado que, outro não tendo, o vai aturando resignado e vergado ao seu triste fado de povo invertebrado.

Antes dele, outro engenheiro, mais íntegro e verdadeiro, talvez aconselhado no confessionário pelo seu guia espiritual, preferira denunciar os " travestis " da sua confiança e saltar do barco a tempo, largando o país no pântano.
Como sabia nadar, o grande timoneiro, rápido se agarrou a " tacho " mais nobre e, sobretudo, mais condizente com a sua formação, para os lados da ONU.

Se " El más grande comandante " da confraria da rosa teve a coragem de deixar o país e o partido no pântano é porque outro valor mais alto se impôs no seu espírito atribulado, quiçá dilacerado. Pela renúncia ao Poder e a coragem que teve em denunciar os correlegionários e reconhecer os desmandos , lhe perdoo pelos " jobs " que deu aos " boys " que o atraiçoaram vergonhosamente pelas costas.

Afinal, agora sabe-se que o lixo de Portugal tem sido uma mina de ouro para os " calhordas ", os chicos-espertos e os políticos sem escrúpulos que a democracia vai encobrindo sob o manto da imunidade Parlamentar.

Provalmente, agora já não há método que consiga reciclar todo o lixo de Portugal, porque esses vírus da concupiscência animal se enraizaram na alma desses parasitas e vampiros da dignidade de um povo desonrado e violado na sua ingenuidade.

Assim, só lhe resta o suicídio, mas como corajoso bastante não é, o povo prefere votar em quem lhe vai anestesiando o corpo com vãs promessas, para melhor lhe eutanaziar alma.

Revolta-te e liberta-te, enquanto vives, povo desalmado! Se não o fizeres, lixado sejas " ad eternam ", porque a Terra não precisa de lixo assim.


LMP - Luxemburgo, 15-12-2009

domingo, 13 de dezembro de 2009

Pedro Teixeira - o Conquistador Injustiçado !



Ana Lúcia Araújo - Pedro Teixeira, um navegador português de quem poucos sabem em Portugal | analuciaaraujo.bloguepessoal.comBrasil homenageia português «conquistador da Amazónia»
O Senado brasileiro homenageia hoje em sessão especial o militar e navegador português Pedro Teixeira, um dos principais vultos da História de Portugal e Brasil e, ao longo de quatro séculos, um herói desconhecido.

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=156446

Hoje, quero prestar homenagem a Pedro Teixeira e a todos os esquecidos ou injustiçados da Pátria portuguesa. Recordo que foi Aloísio Mercadante, um dos mais influentes políticos Brasileiros, Ministro e Senador da República Federativa do Brasil que está no resgaste da memória do épico lusitano, Homem Bom e Conquistador da Amazónia.

Não tenho dúvidas que Pedro Teixeira, natural de Cantanhede, era realmente um Homem de carácter e de princípios e, obviamente, um patrióta. Porquê? Em 1637, ano da sua intrépida expedição pelo Amazonas dentro, ele estendeu o corpo e a alma do Brasil, fazendo-o crescer de 4 milhões e oitocentos mil quilómetros quadrados, ou seja mais de 48 vezes a dimensão da pátria-mãe, mas doando essa terra à Coroa Portuguesa e não à espanhola que nunca lhe perdoou.
Recordo que Portugal só se livraria do domínio castelhano e recuperaria a independência em 1640.
Visionário? Suicidário? Patrióta? Não, Homem de um só querer e de uma só Fé no Amor à Pátria!
http://www.youtube.com/watch?v=Bkk4JmEIbLA

Que eu saiba, 300 anos mais tarde, em 1940, também o Cônsul português em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, viria a desobedecer e a desafiar a ira de Salazar, concedendo salvo-condutos a milhares de judeus e livrando-os, assim, de uma morte certa. Esse acto de coragem, baniu-o da carreira diplomática, condenando à miséria até ao fim da sua vida.

Oxalá, neste início de século XXI, surja alguém como Pedro Teixeira e Aristides de Sousa Mendes e afronte os " mafiosos e corruptos " que estão a arrastar Portugal para o abismo.


LMP - Luxemburgo
Links: http://www.esquilo.com/expedicao_pedroteixeira.html
http://www.portugaldigital.com.br/noticia.kmf?cod=9277762&canal=156
http://km-stressnet.blogspot.com/2009/07/os-navegadores-do-sertao-conquista-da.html

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A Dignidade perdida e Irresponsabilidade !

Ser filho de um self-made man, de um herói ou de um génio é, para os fracos, um fardo demasiado pesado de suportar e a vida, pelo mundo fora, tem-nos mostrado casos de " herdeiros " que preferiram " suicidar-se ".

Proporções e paralelismos guardados e ressalvando as poucas excepções, constato que foi o que aconteceu a Portugal, cujos descendentes da Ínclita Geração e dos heroicos Navegadores que escreveram as mais belas páginas da Gesta Quinhentista se viram sufocados ou ficaram deslumbrados com a aura e a fama de tais patriotas.

A perda ou independência do Brasil marca o início da decadência nacional e nem o regicídio de 1908 e a imposição da República inverteram a marcha lenta para o abismo da pátria portuguesa. É que, ao conceder a independência às terras de Vera Cruz, o regime ficou sem autoridade nem legitimidade moral para manter escravas as restantes e as lutas e guerras que se seguiram seriam vãs e ilusórias. O Império ficou perdido para sempre.

Mais que a ruína é a perda de dignidade que acelerou a degeneração coletiva deste povo, muito por culpa dos anões morais e meios homens que o têm conduzido por maus caminhos.
Se o Estado Novo ainda o segurou por umas décadas, foi o advento da democracia e a cultura da irresponsabilidade personificada na pseudo Liberdade quem abriu as portas aos piores vírus da concupiscência humana.

Portugal e o mundo estão (des)governados pelas " corjas mafiosas " que se escondem sob o manto da legalidade democrática, aproveitando-se da passividade, da permissividade e da cumplicidade dos pilares dos Poderes Estabelecidos.

A democracia dos partidos é um logro e um embuste, porque o poder económico se sobrepõe aos demais e impõe das regras do jogo sujo e das intrigas palacianas, corrompendo e manietando quem ousa lhe fazer frente e quem age e vive segundo os verdadeiros valores da existência.

Perdida a Dignidade e traído o desígnio nacional, os portugueses usam e abusam da Liberdade para ostentar a arrogância e a petulância com a irresponsabilidade que a lei e os maus costumes lhe concede.

Até quando?


LMP - Luxemburgo, 9-12-2009

domingo, 6 de dezembro de 2009

Assinem a Certidão de Óbito de Portugal ! Ou sejam Homens, cambada de putos !!!


O Portugal triste e sombrio que temos hoje vem de longe! São ainda resquícios da ditadura que gangrenam o país !

A democracia idealista da Revolução dos Cravos não passou de uma treta para enganar os portugueses e o mundo. Fazer sonhar alguém com as alturas e abandoná-lo no fundo do poço é cobardia! E foi isso que Abril fez à pátria!

A Liberdade que temos não foi merecida, nem é exercida, e, assim irresponsável, não passa de libertinagem com tiques ditactoriais e, esses, cada um tem os seus e os usa a seu belo prazer. Todo o mundo faz o que lhe dá na gana e pronto. Não há responsabilidade, nem moralidade, nem justiça.

O mau exemplo vem de cima e muito antes dos tempos " sulfurosos " do Prec, porque Portugal nunca se libertou da ditadura: apenas lhe mudou o nome e a cor! Aqui nunca chegou a Perestroika, mas não me admira, porque Portugal ainda tem lugares onde não passou Cristo.

Há anos, meia centena de " boçais " , capangas de uns " ditadores encapuzados " que eram os manda-chuvas dos quartéis e podiam pôr as manápulas sobre uns canhões e umas espingardas, destruiram e mataram impunemente porque estava na moda ser revolucionório; entretanto, uns " doutores " , sabe-se lá de quê, mas finórios e latados quanto baste, armando-se em políticos foram-se alapando nos cadeirões do poder e foi fartar vilanagem até mais não querer: tráfico de armas - recordo Camarate - influências e de indecências, - refiro-me à Casa Pia - , e desvios de fundos da CEE -Comunidade Económica Europeia - só na Expo 1998 foram deviados milhões aos sacos - e em 35 anos de democracia nenhum bandido foi condenado: perdão, o Dr Vale e Azevedo, porque era advogado e se armava em chico-esperto! Sem contar os Bancos fantasmas para lavagem de dinheiro sujo, que os nossos governantes se apresssaram - sabe-se lá porquê - a salvar da falência, arriscando assim a bancarrota do país; sem esquecer os mil e um sucateiros e empreiteiros que passam a vida a " minar " Portugal.

Pergunto-me: para que serviram, durante estes anos todos, estes juízes todos e os milhões gastos em reformas de códigos penais e de prisões e de tribunais? Mais valia ter comprado um deserto em África ou uma ilha no Antártico e criado Gulags, deixando os bandidos à merce do destino ou do julgamento divino.

Está provado que o que os militares do MFA quiseram, com o 25 de Abril de 1974, e em primeiro lugar, foi livrar-se dos " turras " a tempo, antes de lá deixarem o couro ! Armaram-se em heróis, mas eram quase todos homens sem coragem nem visão.

Tiveram engenho e alguma arte, mas para enganar o povo e melhor vender a banha democrática,criando a terceira dimensão, porém os 3Dês ficaram-se todos pela virtualidade.

1: A Descolonização foi a vergonha que se sabe e viu, com milhões de retornados tratados como animais e abandonados cobardemente à sua sorte ( e às catanadas dos indígenas tresloucados ).

2: Quanto ao Desenvolvimento é atraso de vida que todos sofrem e têm à frente dos olhos, com uma cultura empresarial baseada no chico-espertismo e no salve-se quem puder.

3. Bem, a Democracia é a paródia e o circo com que políticos da treta, armados em palhaços, vão levando a água ao moínho deles para melhor corromper e enganar o zé-povinho, mais afoito a pedir esmola que a ter vergonha na cara e a portar-se com espinha dorsal que nos destingue dos outros animais.

A virtualidade lusitana começou com a Liberdade e a ilusão da felicidade fácil e gratuita, às custas da teta europeia. É que, depois de perder o Império e os bananais africanos, onde escondiam minas de diamantes, os portugueses tinham que arranjar maneira de viver à custa de alguém. Cambada de ignorantes, que nem o petróleo souberam explorar.

A República promíscua e podre que temos está condenada! Somos um povo " escravo e cobarde " que se apraz em andar sem rei nem roque, para não ter que meter a mão na consciência e agir como gente, vergando a mola e fazendo dignamente pela vida!

Uma cambada de Almeidas e Prostitutos é a montra que Portugal tem para mostrar ao mundo!

Se nada for feito e os jovens não se revoltarem e emanciparem, para começar a meter mãos à obra e a limpar à esquerda e à direita, mais vale assinar já a certidão de óbito de Portugal e entregar o Condado Portucalense e os Algarves aos espanhóis, pedindo-lhes perdão pelas guerras que os nossos egrégios avós com eles travaram para serem livres e poderem sonhar com os mundos que ao Mundo mostraram.

Portugal é um país sem desígnio, mas ainda há uma réstia de Esperança: precisamos que o D. Sebastião - jovem, idealista, inocente, audaz e, porventura suicidário por amor à pátria, - volte e reincarne num político puro e corajoso para livrar a lusitânia dessa corja infame que a vai saqueando impunemente e arrastando para o abismo !

Por clemência, não sepultem os traidores e ladrões da nação na terra que foi regada pelo sangue dos heróis da Pátria, porque é crime sacrílego e ultraje à memória de quem a vida doou com coragem para que Portugal fosse livre, independente e senhor do seu destino e tivesse um desígnio universal!

Maldito e ad eternam condenado seja quem tal ignomínia ousar cometer! Deus até pode perdoar, mas as consciências vivas deste país jamais!

LMP - Luxemburgo, 06 de Dezembro 2009

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Coragem, Senhor Presidente ! ( Cavaco Silva recebe o presidente do STJ ) !

Senhor Presidente da República Portuguesa,

sei que nesta hora está reunido com o presidedente do Supremo Tribunal de Justiça e como a conversa ficará no segredo dos deuses, quero apenas pedir-lhe que tenha a coragem de olhar o seu interlocutor bem fundo nos olhos durante um minuto para o fazer vomitar toda a cobardia que nele está sepultada.

Aqueles olhos espelham a traição que lhe vai na alma. O sorriso é cínico! Nunca confiei nem acreditei em homens assim!

O Senhor Presidente é o Chefe Supremo das Forças Armadas e o garante da pátria!
Se achar que não tem força para limpar a podridão e chamar à pedra esses " bandidos " todos, reuna o Conselho de Estado! Se ficar em minoria, fale ao país e demita o governo, porque ele está ferido de morte na sua legitimidade.

Portugal está a ser deliberadamente saqueado, traído e achincalhado por bandos de terroristas organizados em confrarias e intimamente ligados pelo pacto do silêncio e que se refugiam no subterfúgio de leis que eles criaram sob medida para escapar à justiça.

Quando o chefe do executivo é vergosamente protegido por juízes corruptos e sem escrúpulos, que lhe branqueiam as " faces ocultas " e escondem de Vossa Excelência e do povo a sua verdadeira natureza, guardando na gaveta durante mais de 2 meses indícios materiais de atentado ao Estado de Direito, não há legitimidade que aguente!
Homem Honrado e que se prezasse, ter-se-ia demitido logo no primeiro " caso " para provar a sua inocência e permitir que, a verdade se sabendo, justiça lhe fosse feita e o seu nome limpo de tais ultrajes. Mas não, logo surgiram de todos os lados, como alcateias, capangas para proteger o " padrinho " .

Foi a conivência de outros presidentes, a complacência de um povo invertebrado e, sobretudo, a cumplicidade de comparsas infiltrados na máquina do Estado que vitimou o actual regime. A legitimidade democrática é um logro, uma fraude do tamanho de Portugal e só a não vê e condena quem é desprovido do menor pingo de Honra e de Vergonha ou faz parte da " súcia " !

Ou o Senhor Presidente Anibal Cavo Silva tem a coragem de cortar essa " gangrena " ou é cúmplice desses assassinos que condenaram a Pátria a uma morte lenta e a uma agonia pestilenta.

Pela sua Honra, demita-se, se não tem coragem bastante para fazer o que deve!

Portugal não esquecerá o seu sacrifício e as gerações vindouras serão benvolentes e compreenderão que talvez tivesse sido tarefa impossível para um simples mortal.

Coragem, Senhor Presidente !
O seu dilema não é fácil, mas são nestas ocasiões que definem os grandes Homens e consagram os verdadeiros Heróís !

Que Deus o ajude, se é que pode !


NB: Prefiro mil vezes a Monarquia a uma república de bananas!
17 Novembro 2009 - 09h00

Aqui lhes deixo um artigo de opinião de Constança Cunha e Sá do Correio da Manha de hoje. ( Começo a não ser o único a gritar no deserto e a ser profeta da desgraça!

Causas e Consequências: O estado da Justiça !
Ninguém acredita no funcionamento da Justiça e na sua independência face ao poder político.
Quando se pensa que a justiça portuguesa bateu no fundo eis que a mesma se encarrega gloriosamente de mostrar que esse fundo é um mundo sem fim onde se pode sempre descer mais fundo. O processo ‘Face Oculta’, que na última semana se transformou num caso político de consequências imprevisíveis, é um bom exemplo disso mesmo. Num primeiro momento, enquanto o país era brindado com alegadas conversas entre José Sócrates e Armando Vara, o procurador-geral da República e o presidente do Supremo Tribunal de Justiça consideraram que tinha chegado a altura própria para tornar públicas as suas pequenas e irrelevantes guerras pessoais.

Pelo caminho, ficou-se a saber que as primeiras certidões extraídas com base nas tais famosas conversas passaram o Verão, em santo sossego, entre o gabinete do dr. Pinto Monteiro e o gabinete do dr. Noronha do Nascimento. Enquanto isto, sucediam-se os desabafos, com o presidente do Supremo a queixar-se de que as certidões lhe chegavam aos "bochechos" e o dr. Pinto Monteiro a anunciar que, por ele, abdicava do segredo de justiça e publicava as escutas das conversas em causa para "isto" (?) "acalmar" – seja o que for que isto queira dizer. Finalmente, no sábado, depois de uma ofensiva governamental, a Procuradoria-Geral da República emitiu um comunicado em que afirma que o presidente do Supremo considerou nulas as escutas e que as mandou destruir e que a própria Procuradoria não encontrou nelas "indícios probatórios" – o que, diga-se de passagem, não é o mesmo que indícios criminais. Perante isto, seria de esperar que o caso ficasse encerrado. Infelizmente, não é o que acontece. As suspeitas sobre José Sócrates mantêm-se, mal ou bem, porque no estado a que chegámos ninguém acredita no funcionamento da Justiça e na sua independência face ao poder político. E porque, como muitos têm defendido, as questões formais não apagam a substância da matéria.
Convém, no entanto, ter presente que estas questões formais, que muitos tentam desvalorizar, são essenciais ao funcionamento de qualquer Estado de direito. As escutas devem obedecer às regras que as determinam sob pena de se transformarem num instrumento aleatório que põe em causa os direitos essenciais de qualquer cidadão. É por estas e por outras que em relação a este caso tenho bastante mais dúvidas do que certezas. Até porque uma coisa é a lei ser susceptível de várias interpretações. Outra diferente é permitir que se diga tudo e o seu contrário.


Constança Cunha e Sá, Jornalista

Outro artigo de opinião sem concessões nem complacência!




A 'era Sócrates'
Henrique Raposo (www.expresso.pt)
8:00 Terça-feira, 17 de Nov de 2009

O país inteiro, da tasca à faculdade, questiona-se: "José Sócrates é corrupto?". Sobre essa hipotética corrupção de Sócrates, não tenho nada a dizer. Isso é com o Ministério Público (MP). O que interessa em Sócrates não é o seu - hipotético - percurso como corrupto, mas sim o seu trajecto como primeiro-ministro (PM). E esse trajecto, meus amigos, é marcado por um enorme desrespeito pelas regras de uma sociedade livre. Sócrates não sabe governar dentro das regras institucionais da liberdade. Por sistema, Sócrates ataca jornalistas e desrespeita instituições (ex.: Tribunal Constitucional). Este 'Face Oculta' é apenas o último caso de uma lista que já vai longa. A 'era Sócrates' destruiu aquilo que restava da qualidade institucional da III República.

Seja qual for o destino jurídico das famosas escutas, existem ilações políticas a retirar do 'Face Oculta'. Estamos a falar de política, e não de uma aula de direito técnico na Independente. As escutas podem ser anuladas juridicamente, mas existe uma questão que só pode ser respondida politicamente: o PM falou, ou não, com Armando Vara sobre o grupo de media do 'amigo Joaquim'? A oposição, no parlamento, deve questionar o PM sobre esta matéria. Mais: esta questão deve ser investigada pelo MP. Porque isto, a tal democracia, tem de ser transparente, meus amigos. Nós, os cidadãos otários, exigimos saber a natureza das ligações entre Sócrates, Vara e o 'amigo Joaquim', o dono do jornal que lançou o caso que mais ajudou a campanha eleitoral de Sócrates. É importante saber quais são as ligações entre o governo e alguns grupos de media (já agora, era bom saber o que se passou entre a PT e a Ongoing). É também importante saber se a banca portuguesa é, ou não, manipulável pelo partido do poder. O MP deveria investigar tudo isto, porque seria bom verificarmos se Portugal é uma democracia, ou se, na verdade, é um pântano onde políticos e banqueiros-que-foram-políticos tudo controlam nas costas de toda a gente.
Meus amigos, esta dúvida marcial precisa de uma resposta clara: Portugal é uma democracia ou é uma sociedade onde bancos e jornais são controlados pelo partido do poder? Eu, sinceramente, até gostava que o 'Face Oculta' fosse mais uma peça da campanha negra que forças ocultas lançaram sobre Sócrates. Mas, não vá o diabo tecê-las, o MP tem de tirar isso a limpo. E, enquanto espero (sentado) pelo MP, tenho a dizer que irei festejar o dia em que Sócrates cair do poder. Festejarei esse dia com uma alegria límpida e incontida. Nesse dia, a nossa democracia respirará melhor, apesar do deserto institucional que teremos pela frente. Esse deserto, meus amigos, será o ponto de partida da necessária refundação.

Trevos
Os casos acumulam-se. É a licenciatura domingueira. É a engenharia chico-esperta na Guarda. É o apartamento na Braamcamp. É o empresário da comissão de honra que desaparece. É o 'Face Oculta'. É o já esquecido Freeport. Mas aposto que é tudo uma questão de azar. Sócrates tem tido azar. É só isso. Sócrates, coitadinho, está sempre no local errado à hora errada. Alguém é capaz de dar um trevo de quatro folhas ao pobre homem? Faça-se o milagre dos trevos, por favor.

Henrique Raposo
Texto publicado na edição do Expresso de 14 de Novembro de 2009



LMP - Luxemburgo, 17-11-2009 * 19H00

domingo, 15 de novembro de 2009

PROSTITUTOS e ALMEIDAS DO REGIME !

Começo a não estar só e a não ser único a ter a " coragem " de denunciar os " putos " que andam a brincar com a Dignidade de Portugal.
Acabo de ler uma crónica de alguém que cuja frontalidade nunca se compadeceu com padrinhos ou cálculos políticos: o prof. Moita Flores !


15 Novembro 2009 - 09h00

Impressão Digital: Prostitutos !

Talvez nunca se tenha vivido, desde o 25 de Abril, uma atitude de tanto sarcasmo, ironia e desconfiança.
Instalou-se, informalmente, na comunicação social portuguesa um programa de justicialismo cujos resultados estão à vista.

Talvez nunca se tenha vivido, desde o 25 de Abril de 1974, uma atitude de tanto sarcasmo, ironia e desconfiança como aquele que os senhores do poder conseguiram montar contra o sistema judiciário.
Por mais esforços que centenas de polícias, de procuradores e de juízes possam fazer para entregar dignidade à sua profissão, a traficância de informação entre gente que vive no meio judiciário, na comunicação social e na política tornou-se num verdadeiro prostíbulo.

Uma realidade sórdida onde os diferentes actores políticos procuram contaminar a Justiça.
Um mundo sinistro de personagens sinistras do sistema judiciário que libertam informações, ou meias informações, verdades, ou meias verdades, condicionando a vida pública e política.

Por outro lado, a comunicação social mistura, tempera, agita, coloca em lume brando, notícias apocalípticas que, em lume brando, desfazem vidas, destroem a honra e o carácter dos visados.
O segredo de justiça já não passa de um arroto.
A falta de decisão judicial em vários processos arrasta-se e arrasta Portugal para a lama.
A pretensa moralidade de comentadores comprometidos ou avençados tempera o resto.

Quando o País se torna governável à luz do boato ou da notícia do dia, deixou de haver Governo, deixou de haver Oposição, deixou de haver política na sua maior nobreza para emergirem graves personalidades, botando discurso beato sobre a intriga, desleixados das suas obrigações.

Governe quem deve governar. Faça Oposição quem a deve fazer. Investigue quem tem competência para investigar.
Mas, sobretudo, é preciso que ganhem vergonha na cara e cumpram as suas obrigações para com o País.

É para isso que lhes pagamos. E, já agora, que a justiça seja séria e julgue, em vez de mandar julgar na praça pública.
A mediocridade já foi longe demais, cheira a podre e a indignidade.
Não é com esta prostituição moral que o País sairá da crise.

Francisco Moita Flores, Professor Universitário


Afinal no Correio da Manhã há quem não tenha medo dos Coelhones e tanti altri Valentones do partido cor-de-rosa. Bom, posso dormir descansado, que lá no burgo, parece que ainda muita gente com tudo no sítio e pouco faltará para o barril de pólvora fazer saltar pelos ares os " pirómanos " da política portuguesa.
Mas que trauliteirada!


16 Novembro 2009 - 09h00

Estado do sítio: Almeidas do regime!

Grandes almas, grandes homens estes que zelam de dia e de noite pelo pântano. Social, económico, político e judicial.

A normalidade e a tranquilidade estão prestes a regressar ao sítio. Depois de uns dias de grande agitação e de muita excitação, as autoridades do costume arregaçaram as mangas, puseram-se ao trabalho e, imagine-se, sacrificando um dia de merecido repouso, vieram dizer aos indígenas que podem ficar descansados, discutir à vontade o destino da selecção nacional e começar a preparar o Natal de todas as compras e hipocrisias.

Tudo bem, portanto. Pelo meio há umas coisinhas sem qualquer importância que o vento do Outono há-de levar para bem longe. Nada de relevante. Afinal, no meio de muita sucata, parece que aconteceram umas conversazinhas pouco edificantes que uns espiões políticos a soldo de uma qualquer força oculta, nacional ou estrangeira, sabe-se lá, puseram a circular para afectar a imagem do sítio e dos seus excelsos governantes. Esses terríveis espiões, que obviamente já têm o seu destino traçado, com um longo e merecido castigo, tiveram até o topete de desconfiar que o senhor presidente relativo do Conselho tinha cometido um atentado contra o Estado de Direito, crime punido até oito anos de cadeia. Almas venenosas, perversas, sem vergonha, que ousaram escutar e emitir certidões em que davam conta das suas suspeições.

É evidente que tal comportamento é inaudito, inadmissível e feriu os mais profundos sentimentos das almas que zelam, de dia e de noite, pela paz social e pelo bom-nome do senhor presidente relativo do Conselho. E assim, antes que seja tarde e a insídia chegue aos ouvidos dos indígenas, vá de destruir tais escutas e enterrar o mais rapidamente possível este triste e lamentável caso que enlameou uma das mais altas figuras do Estado. O sítio, manhoso, pobre, deprimido, cheio de larápios, recheado de mentirosos e obviamente cada vez mais mal frequentado, vai rapidamente retomar a sua vidinha triste e cinzenta. E as autoridades do costume vão imediatamente tomar as medidas necessárias e suficientes para impedir que algum espião perverso ao serviço de forças ocultas possa mais alguma vez perturbar os negócios, os arranjinhos, as vigarices e os tráficos de influência das mais altas figuras do Estado de Direito. É caso para dizer que o sítio não tem presente, não tem futuro, mas tem almeidas competentes e eficazes que no momento certo varrem o lixo para as profundezas do Inferno. Grandes almas, grandes homens estes que zelam de dia e de noite pelo pântano. Social, económico, político e judicial.

António Ribeiro Ferreira, Grande Repórter